Moradores da Nova Rússia recebem visita de técnicos do Samae


Publicado em: 09/04/2019 14:26
Moradores da Nova Rússia recebem visita de técnicos do Samae

A parceria entre o Samae e a Secretaria de Turismo no desenvolvimento do Plano de Desenvolvimento do Turismo Sustentável da Nova Rússia (PDITS) já alavancou ações na área de saneamento e coleta de resíduos. O PDITS tem o objetivo de realizar ações voltadas ao desenvolvimento da região que tem forte atuação no turismo sustentável.
 
Uma equipe da ETA III está trabalhando, desde o dia 25 de março, para fazer o diagnóstico sanitário das famílias daquela região. Humberto Bruzadelli, técnico da ETA III, explica que até agora 30 propriedades foram visitadas, sendo que, 6 mantém atividades comerciais ativas além de moradias. “Estamos recebendo grande apoio da comunidade durante as visitas. As pessoas sabem a importância do nosso trabalho e querem contribuir para melhorar e proteger os mananciais daquela região”, conta Humberto.
 
A intenção é reunir o máximo de informações sobre a destinação do esgoto e outros resíduos, como o lixo orgânico e reciclável, para identificar a forma de tratamento do esgoto mais adequada. O diretor-presidente do Samae, André Espezim, relembra o que já foi realizado para contribuir com o plano e as ações que a autarquia ainda vai desenvolver no local. “Nossa intenção é melhorar a infraestrutura para que a ETA III também seja uma atração turística.  Já realizamos algumas reformas e estamos concluindo outras, também estamos trabalhando em um projeto para ampliação de rede de abastecimento em aproximadamente 2,5 km. Mapeamos os lugares onde serão colocados containers para o lixo e apresentamos uma proposta de construção de fossas ecológicas”, afirma.
 
Além dessas ações, o Samae promove a proteção das nascentes do Ribeirão Garcia em parceria com o IPAN, contribuindo com R$ 168 mil/ano. “A autarquia não apenas trata e fornece água de qualidade, mas implementa ações que asseguram que esta chegue à captação nas melhores condições possíveis”, finaliza André Espezim. 
Confira os dados tabulados das residências visitadas até agora:
 
 Em relação à fonte de captação da água:
- 60% Nascentes
- 33, 3% Poço semiartesiano
- 6,6% Poço artesiano
Esgotamento sanitário:
- 56,6% Fossa séptica com filtro anaeróbico
- 13,3% Apenas fossa séptica
- 13,3% Fossa séptica com sumidouro 
- 10%    Apenas sumidouro 
- 6,6%   Lançamento direto no Ribeirão Garcia
 
Projeto de Construção de fossas ecológicas:
      Primeira etapa iniciada: diagnóstico -  técnicos do Samae estão fazendo a identificação das condições sanitárias de cada moradia.
      Sugestão: melhor alternativa para o tratamento de esgoto em propriedades rurais é o tanque de evapotranspiração. Conhecido como fossa de bananeiras, baixo custo de implantação.